Aprendi com esse post da Embrapa que os indígenas Waurá fazem sal a partir de aguapés (planta aquática de rio), e o sal que eles produzem é o "sal light" (cloreto de potássio) que é mais seguro pra consumo que o sal de cozinha (cloreto de sódio).
Agora pensar que eles fazem isso há séculos, e que o território deles não tem acesso ao mar, me fez ficar imaginando o tanto de coisas que eles experimentaram até encontrar esse sabor a partir do preparo de aguapés. Será que eles tiveram contato com o sal marinho antes de buscar algo parecido ou foi uma descoberta totalmente independente?

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A Embrapa também produziu um documentário sobre o Povo Waurá e o sal do Aguapé
https://youtu.be/ngGm-FOxmSc

Embrapa on Instagram: "Muito antes de chegar às cozinhas em embalagens industrializadas, o sal já foi moeda de troca, elemento medicinal e recurso vital para diferentes sociedades humanas. No Alto Xingu, onde o acesso a esse insumo sempre foi limitado, o povo Waurá desenvolveu uma solução própria: a produção de sal a partir do aguapé, planta aquática abundante na região. Essa técnica, preservada como saber tradicional, é o tema de um documentário produzido pelo pesquisador Fábio Freitas, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A equipe passou dez dias na aldeia Ulupuwene, convivendo com a comunidade e registrando não apenas o processo de extração do sal, mas também as histórias, significados e valores culturais associados a essa prática. Além de seu valor simbólico, o sal do aguapé apresenta uma diferença importante em relação ao sal comercial. Ele é composto por cloreto de potássio, o KCl, e não por cloreto de sódio, o NaCl, o que reduz os riscos associados à hipertensão. Com a crescente facilidade de acesso ao sal industrializado, essa tradição vem se tornando cada vez mais rara, o que reforça a importância de seu registro e valorização. O documentário evidencia que ciência e cultura caminham juntas quando o conhecimento tradicional é reconhecido como parte essencial da história e da saúde dos povos. Assista no canal da Embrapa no YouTube. Link na bio. #Embrapa #EmbrapaRecursosGenéticos #PovoWaurá #SalDoAguapé #SaberesTradicionais"

9,750 likes, 202 comments - embrapa on February 9, 2026: "Muito antes de chegar às cozinhas em embalagens industrializadas, o sal já foi moeda de troca, elemento medicinal e recurso vital para diferentes sociedades humanas. No Alto Xingu, onde o acesso a esse insumo sempre foi limitado, o povo Waurá desenvolveu uma solução própria: a produção de sal a partir do aguapé, planta aquática abundante na região. Essa técnica, preservada como saber tradicional, é o tema de um documentário produzido pelo pesquisador Fábio Freitas, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A equipe passou dez dias na aldeia Ulupuwene, convivendo com a comunidade e registrando não apenas o processo de extração do sal, mas também as histórias, significados e valores culturais associados a essa prática. Além de seu valor simbólico, o sal do aguapé apresenta uma diferença importante em relação ao sal comercial. Ele é composto por cloreto de potássio, o KCl, e não por cloreto de sódio, o NaCl, o que reduz os riscos associados à hipertensão. Com a crescente facilidade de acesso ao sal industrializado, essa tradição vem se tornando cada vez mais rara, o que reforça a importância de seu registro e valorização. O documentário evidencia que ciência e cultura caminham juntas quando o conhecimento tradicional é reconhecido como parte essencial da história e da saúde dos povos. Assista no canal da Embrapa no YouTube. Link na bio. #Embrapa #EmbrapaRecursosGenéticos #PovoWaurá #SalDoAguapé #SaberesTradicionais".

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@joaonaweb Eu acredito que a demanda por sal (marinho ou mineral) antecede a essa descoberta deles e vem desde antes cruzarem a Beríngia. Mas ingestão de sal puramente potássio não é adequada o corpo precisa do sal com sódio.