Na minha adolescência, época de Blade Runner na TV aberta, eu achava que só uma replicante seria ideal pra mim. A lógica teen era simples: só um ser construído sob medida, com memórias implantadas e uma vida programada, teria a complexidade e a paciência exata para amar alguém como eu.
A gente não queria um amor simples; queria um milagre de engenharia emocional. Queria uma Rachael que entendesse nossos glitches como features. Era menos sobre ficção científica e mais sobre a solidão adolescente se vestindo de noir cyberpunk. O futuro distópico parecia mais acolhedor que o pátio da escola.
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