CHEGAY — foi assim que me anunciei na Cotricel, recém-chegado em Formigueiro/RS. Todo mundo parou e olhou. A atenção era minha, só minha.

A tia Denise, na maior sagacidade: "Ah, é o Ramiro. Bummmm dia, gentem! Tudo ok?"
Eu, com meus R$ 25 reais pensando alto: "O que eu farei no Brasiwww com meus milhões de Larissa Manoela??"

A galera riu. Pensei: "hmmm, Divine... um chocolate tipo o Pitty, tão subestimado quanto eu."
A galera riu de novo. A tia Denise completou: "Esse é menine Pitty!" e riu também.

Daí fui tentar o caderno da Ana Castela. Era R$ 30. Eu só tinha R$ 25.
O tio Manuelismo morreu em R$ 15.

Agradeci muito: "Tio, tii, amuuuu muito!"
O povo: "huashuashua".
Eu, rindo de nervoso: "Te pago outro dia!"
E o tio, na sua: "Não prexisa.
Moral: chegar custa R$ 0. Fazer uma cena, custa R$ 25. E conquistar uma cidade inteira com um caderno que você nem comprou? Não tem preço.
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