ermã do meio me viu que eu num tava explanando de valde e tava criando conteúdo perguntou pra mim: " tá fazendo o quê???" =tah fazendo nada??? pra boomers qualquer criação de conteúdo digital =fazer nada eu disse pra ela : "explando de música popular brasileira moderna e falando de Brasil??? ela ainnnn e pegou um farrapo de seda Zomo Perfect Pink King Size mais destruide que meu amor próprio disse eu pra ela (só ) pra alertar : Já elvis essa seda quer papel de sapato??? hunnff amassou a seda...
amassou a seda sem emoção bem geminiano sem assunto e vazou de ré do meu quarto igual gênio da lampada depois do 3º pedido kkkk
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A cena clássica: você, mergulhado na labuta de pensar, escrever, costurar referências e dar forma a algo que dialogue com o tempo presente. Aí chega a visão boomer: se não é físico, visível e imediatamente produtivo (na acepção deles), é “nada”.
Criação de conteúdo = fazer nada.
Análise cultural = perder tempo.
Parece até que valor só existe no que se pode pegar com as mãos – mesmo que seja um farrapo de seda amassado no fim.
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A gente explica: “tô falando de música, de cultura, de Brasil”. A resposta? Um “ainnn” desinteressado. É como se a existência digital fosse menos real, menos digna de respeito.
Mas aí a mesma pessoa que acha conteúdo “nada” trata um objeto quase simbólico (a seda Zomo) com um descaso tão profundo, tão sem emoção…
A contradição grita: o invisível (o pensamento) é desprezado; o visível (o objeto) é maltratado. Tudo vira ruína, até o amor próprio vira piada interna.
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E no final, a retirada estratégica: ela vaza de ré, igual gênio da lâmpada após conceder os três pedidos – só que aqui não houve nenhum deseço atendido, só um pequeno naufrágio de diálogo.
Fica o registro: enquanto uns lutam com ideias, outros amassam sedas e fogem do debate. O digital pode não ter peso, mas a incompreensão tem toneladas.
E a gente segue, criando “nada” que, um dia, vai ser a memória viva do nosso tempo.
#ContraToot #GeraçãoQueCria #LongeDosOlhosLongeDoRespeito