#ptpol #debates #presidenciais #CatarinaMartins #CotrimFigueiredo

1) procuradoria geral - ambos de acordo que a justiça é lenta, e faltam explicações

2) 5.8M€ para a defesa - CM acha que é preciso fazer investimento na defesa e soberania, mas não este. Cotrim diz que a CM está a esconder que quer Portugal fora da NATO, e que Cotrim acha que estar na NATO é a nossa única garantia de defesa, e que por isso é importante gastar 5% em defesa como acordado. CM relembra que constituição fala de dissolução dos blocos militares, e dá exemplos em que a nossa garantia de defesa não só não é assegurada pela NATO como tem de ser assegurada fora do âmbito da NATO - e defendendo-nos de alguns membros da NATO como os EUA. Cotrim diz que tem de ser a NATO a solução, só é preciso mudar a maneira da NATO ser e funcionar. CM chama a atenção que então afinal ambos concordam que a NATO não é boa, só que Cotrim acha que é de esperar que a NATO fique boa. O debate continua com este tema mas o volume aumenta, com atropelos e uns a falar em cima dos outros, Cotrim a tentar meter palavras na boca de CM e a dazer um dos seus exercícios de desonestidade intelectual. Pouco se ganha com a continuação da discussão neste tema, porque acabou o debate de ideias.

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3 - menos estado é melhor estado? Cotrim acha que normalmente sim, com excepção. CMartins explica o despesismo da proposta de Cotrim, a quer financiar público e privado, em vez de só o público necessário. Cotrim diz que não é nada disso que ele quer, mas sem saber explicar como, diz só que "o que temos está a funcionar mal". Catarina mostra que o que Cotrim quer é mais caro a funcionar pior. Cotrim diz que ela está errada sem dizer o que está mal no que ela diz. Catarina ainda tem tempo para lembrar que garantir saúde é direito Constitucional.

Considerações pessoais: é pena estes debates serem em modelo rápido, aos gritos e sem profundidade, porque dá espaço a criar boatos e fantasmas sobre o que o adversário quer, dando oportunidade aos candidatos a não ter de explicar a sua posição. Ainda assim, vê-se desonestidade em Cotrim mas não em Martins, e, sem surpresas, Catarina Martins está mais alinhada com a Constituição que x futurx Presidente terá de jurar cumprir e fazer cumprir, não confiaria a Cotrim fazer cumpri-la. E claro, estou mais alinhado ideologicamente com a Catarina que com Cotrim.

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