Reflexões sobre plata-forma e conteúdo nas redes proprietárias

Hoje, 1 de fevereiro de 2025, é o dia global da mudança - #globalswitchday - para aplicativos alternativos. Qualquer pessoa, que se coloque como crítica às plataformas das big techs, precisa conhecer aplicativos libres e open-source, redes federadas, que nos fazem sonhar com um outro ciberespaço.
segue o fio⬇️

Temos reiterado a afirmação de que " a plata-forma reproduz mais ideologia que o conteúdo" . O que isto significa? Que por mais que nosso conteúdo seja revolucionário, ao depender apenas de redes proprietárias, acabamos reproduzindo a ideologia californiana do Vale do Silício...
Nosso dever como agentes da transformação, é criar e conhecer outras formas de organização no ciberespaço, de relações de trabalho, de sociabilidade, de circulação de ideias em redes intelectuais, de produção de conhecimento.
Talvez nosso trabalho seja muito maior: criar uma outra rede mundial de computadores, programar p1r4t3 boxes suburbanas (tecnologia de redes locais, h4ck34ando roteadores),

fortalecer os espaços h4ck3rs que já existem e fomentar a criação de perilabs, laboratórios de experimentação tecnológica, núcleos de tecnologia nos movimentos sociais.

Ousar sonhar além deste ciberespaço asséptico das big techs, onde reina o "inferno do igual", onde as formas reacionárias, sufocam o conhecimento, a arte, as realizações do potencial humano. Experimentar... Sobretudo, como escreveu o Professor Ivo Queiroz: "descolonizar os horizontes tecnológicos".

Mas não podemos esquecer, toda prática social, toda praxis é coletiva, principalmente aquela que desaliena e emancipa!