A blockstream vende side-chains e soluções fora do protocolo.
De lá pra cá só entraram coisas "geniais" como alocar 3mb por bloco para dados arbitrários (jpegs, smart contracts) deixando o bloco com 4mb em vez do proposto 2mb apenas com transações.
Empurraram a narrativa de que ter os dados descentralizados é mais importante que ter a mineração descentralizada, e por isso 4mb em vez de 2mb(!?), deixando os usuários distraídos em relação à economia de escala que a mineração se tornou.
Também foi criada uma narrativa de que o protocolo não é um protocolo de pagamento, que não é pra usar para UTXO, apenas guardar as chaves pra um momento futuro; esse momento não especificado é deixado vago de propósito para esconder o roadmap da blockstream.
Juntamente com o update do segwit (4mb) o protocolo também estipula um descondo nas taxas dos 3mb de dados aleatórios em relação ao 1mb de UTXO, promovendo assim o uso de smart contracts e dados sobre o use-case de protocolo de pagamento.
O que facilita para eles que desenvolvem e promovem segundas camadas com o intuito de se posicionarem como intermediários e acostumar os usuários com a idéia de não utilizar pagamentos on-chain.
Isso pode ser explicado ao entender que a blockstream é parte do DCG.
O DCG é um grupo presidido por um ex-FED que recebe financiamento da mastercard e são a favor de regulações e KYC.
Outras empresas do grupo incluem: Bitfinex (Tether), Lightning Labs e Foundry USA.
A Foundry USA é responsável pela maior pool de mineração atualmente, e crescendo, e é famosa por permitir apenas mineradores devidamente identificados com KYC a minerar com eles.
Eu tenho pena do cenário atual do ecossistema BTC.