O trecho a seguir (próximo toot) é algo que reflito muito. Uma espécie de silogismo usando a tábua de valores e princípios do indivíduo como premissa maior, a fim de julgar alguma questão com base nos parâmetros alheios e não nos nossos, apenas colocando-nos no lugar do outro.

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p. 150: "somos incapazes de apreender o íntimo de outro ser humano da mesma maneira que sentimos nós próprios enquanto seres subjetivos, eis a primeira divisão da realidade: o eu como ente subjetivo e o outro como ente objetivo [...]".
"[...] É certo que somos capazes de alguma alteridade, isto é, de nos colocarmos, in abstracto, na situação de outro indivíduo enquanto ser subjetivo como nós próprios, mas isso, além de exigir algum esforço intelectual, dificilmente é empregado senão em nosso próprio benefício, já que é muito raro realmente nos preocuparmos com questões alheias para além do que parece desejável em termos de cortesia [...]".
"[...] Temos dois indivíduos, e ambos são seres subjetivos bastante conscientes de suas verdadeiras opiniões e motivos íntimos quanto a tudo o que os interessa. Na sua relação, todavia, só são capazes de alcançar a camada mais superficial um do outro, isto é, aquilo que se apresenta objetivamente diante de seus olhos".