Afonso De Melo conta-nos "a monótona vida de Uóchinton Maria, a quem chamavam o Homem Porco":
"Décimo segundo filho de uma numerosa prole de dezoito rapazes, não se pode dizer que Uóchinton Maria fosse um menino feliz. Desde cedo lhe foi detectada uma tendência indómita para a contemplação. Os olhos grandes, esbugalhados, fixavam-se facilmente em qualquer objecto, por mais desinteressante que fosse. O Dr. Aníbal Chimbica, do lugar de Oronhe, freguesia de Espinhel, catedrático e cientista

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caído no esquecimento de seus pares e até dele próprio, chegou a sugerir a evidência de uma clara disfunção no sistema sacro-craniano com espasticidade muscular cerebral, aconselhando o internamento imediato no Upleger Institute, em Perth, Austrália, onde Uóchinton Maria poderia conviver diariamente com golfinhos, mamíferos com uma actividade cerebral um pouco mais adiantada do que a sua.
Para o senhor Ôgénio Maria, pai de Uóchinton e dos restantes dezassete rapazes,

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A monótona vida de Uóchinton Maria, a quem chamavam o Homem Porco – Almanaque Mag