#ParaisoFilmes Revi agora este filme (é de 2012) e apesar de algumas reformas recentes na Arábia Saudita, pouco mudou deste então. O filme retrata Wadija de 10 anos, na fronteira de entrar no mundo dos adultos, mas que ainda goza de uma tolerância de quem é ainda visto como criança.

#ParaisoFilmes As restrições de vestuário só se aplicam a partir da adolescência e no espaço público. Estar de rosto coberto em público e destapado em privado é algo que nos parece ainda mais artificial, uma regra feita por homens para satisfazer homens.

Este é um filme onde quase só aparecem mulheres estando a ação centrada na escola feminina de Wadija, com uma diretora que formalmente impõe as regras morais de forma rigorosa, mas que tem telhados de vidro.

#ParaisoFilmes Os homens comportam-se como uma classe à parte, uns amos que aparecem pontualmente para ver ser está tudo conforme as suas regras. Só escapa Abdullah o melhor amigo de Wadija, único que a compreende na sua complexidade
#ParaisoFilmes Wadija mantém ao longo do filme fiel ao seu espírito rebelde e inconformista. Tem um sonho de ter uma bicicleta, uma espécie de objeto proibido que se torna uma obsessão para ela. Ficamos sempre com a sensação de que este desejo é como uma última refeição de um condenado e que acabará por entrar numa prisão, num sistema patriarcal de que nunca mais voltará a sair.