Lula abre os cofres e gasta R$ 200 bilhões dos contribuintes para tentar reverter rejeição histórica

A injeção recorde de recursos públicos tenta reverter a crise de popularidade da gestão petista, mas acende o sinal de alerta entre analistas econômicos, que preveem forte pressão sobre a inflação e a manutenção dos juros em patamares elevados — Foto: Ricardo Stuckert (PR)

29 de maio de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor – Contato: 96.98106.1147 – E-mail: [email protected]

Em meio a uma persistente crise de popularidade e de olho na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou a máquina pública em Brasília para lançar um pacote recorde de medidas econômicas e sociais que somam cerca de 200 bilhões de reais. A ofensiva, intensificada nos últimos meses por meio de linhas de crédito e isenções tributárias, utiliza a tradicional estratégia de ampliar gastos em anos eleitorais para atrair setores refratários ao PT, como caminhoneiros e motoristas de aplicativo, na tentativa de reverter as taxas de desaprovação do governo e consolidar vantagem sobre a oposição.

A estratégia repete uma cartilha antiga e bem conhecida na política brasileira. No passado, Dilma Rousseff prometeu investimentos bilionários antes de enfrentar um severo ajuste fiscal após a reeleição. Fernando Henrique Cardoso segurou o valor do real até garantir o segundo mandato, resultando em uma maxidesvalorização posterior, enquanto Jair Bolsonaro despejou mais de 40 bilhões de reais na economia às vésperas do pleito de 2022. Lula, com a experiência de quem coordenou as principais vitórias petistas nas últimas décadas, eleva o tom e o volume de recursos para tentar liquidar a fatura antes mesmo do início oficial da campanha.

As investidas mais recentes têm alvos cirúrgicos. Em solenidade no Palácio do Planalto, o governo anunciou 30 bilhões de reais em crédito com juros reduzidos voltados para motoristas de aplicativos e taxistas renovarem suas frotas. Dias antes, outros 20 bilhões de reais foram carimbados para a compra de caminhões e ônibus. Ambas as categorias são historicamente alinhadas ao bolsonarismo ou críticas à visão trabalhista tradicional do PT. A distribuição de recursos funciona como uma ponte para tentar mitigar a rejeição nesses nichos, transformando discursos de trabalhadores em peças de propaganda para as redes sociais oficiais.

O estímulo desenfreado ao crédito, contudo, acende o sinal de alerta entre analistas econômicos. Especialistas apontam que a injeção massiva de recursos deve adicionar até 230 bilhões de reais ao estoque total de financiamentos do país, gerando um impacto direto na inflação. O efeito colateral estimado é uma pressão de até 0,5 ponto percentual no núcleo inflacionário em um período de um ano a dezoito meses. Isso deve forçar o Banco Central a manter os juros elevados por mais tempo, dificultando uma flexibilização monetária sustentável e agravando o endividamento das famílias brasileiras.

Para contrapor o endividamento recorde, que ironicamente ajudou a corroer a popularidade da gestão, o Executivo federal desenhou uma nova rodada de renegociação de dívidas, aportando 15 bilhões de reais em um fundo garantidor contra calotes bancários. Outro movimento estratégico visa o agronegócio, setor fortemente associado à oposição. O governo tenta viabilizar a renegociação de um estoque de débitos estimado em 180 bilhões de reais. Durante a Agrishow, principal feira do setor, o vice-presidente Geraldo Alckmin levou uma oferta de 10 bilhões de reais para a troca de maquinários, um aceno que os produtores rurais consideraram tímido diante das demandas da categoria.

No front social e de imagem, as frentes se multiplicam. Lula agiu para conter a volatilidade do preço dos combustíveis e destinou 11 bilhões de reais para a segurança pública, prometendo a criação de um ministério específico caso o Congresso aprove a PEC da Segurança Pública. Paralelamente, o governo investiu 80 milhões de reais em publicidade para capitanear o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, aprovado na Câmara. A pauta, altamente popular, empurrou a oposição para uma posição defensiva, forçando parlamentares de direita a proporem alternativas para não perderem mercado com o eleitorado trabalhador.

Enquanto o Planalto acelera as bondades, o principal nome da oposição no momento, o senador Flávio Bolsonaro, tenta reagir ao desgaste provocado por denúncias recentes de transações financeiras controversas que arranharam suas intenções de voto. O parlamentar buscou uma agenda externa com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca para projetar força política junto ao eleitorado de direita. As pesquisas eleitorais de segundo turno mostram Lula em vantagem numérica, indicando que o pacote de gastos e o desgaste do adversário começam a surtir o efeito desejado pela coordenação petista.

Apesar dos questionamentos sobre o uso eleitoreiro da máquina e o risco de enquadramento em abuso de poder político e econômico, o núcleo jurídico do governo demonstra tranquilidade. A jurisprudência histórica do Tribunal Superior Eleitoral tende a ser mais tolerante com os gastos de chefes do Executivo federal em comparação com prefeitos de pequenas cidades. O entendimento de que a ampliação de programas sociais pré-existentes ou a distribuição de subsídios são atos legítimos de governo garante salvo-conduto para a continuidade das medidas. Com isso, o torniquete fiscal permanece aberto, deixando os potenciais desarranjos nas contas públicas e os riscos de paralisia da máquina para o próximo mandato presidencial.

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#Iran has also asked #Russia for more advanced air defence capabilities and agreed a deal last December to deliver 500 man-portable #Verba launch units and 2,500 9M336 missiles over three years. https://www.ft.com/content/d5d7291b-8a53-42cd-b10a-4e02fbcf9047?syn-25a6b1a6=1
Russia sending drones to Iran, western intelligence says

Moscow close to completing phased deliveries of lethal weapons, food and medicine to Tehran

Financial Times

Monday, February 23, 2026

Ukrainian missile strikes reported across Russia as Belgorod faces blackouts and major oil pipeline hub in Tatarstan damaged -- Ukraine hits Russian planes, ships in Crimea, artillery in major strikes on occupied territories -- Russia hits American sweets factory with missile in northeastern Ukraine -- Vlog: How Ukraine stopped trending ... and more

https://activitypub.writeworks.uk/2026/02/monday-february-23-2026/

The agreement was concluded in #Moscow in December and provides for deliveries between 2027 and 2029. Some of the systems, however, may have been transferred earlier.

The #Verba is described as one of #Russia’s most modern air-defence systems, a shoulder-fired, infrared-guided missile capable of targeting cruise missiles, low-flying aircraft and drones. Operated by small mobile teams, it allows for the creation of dispersed defences without relying on fixed radar installations

"Will the #russian regime be around to deliver? Will the #iranian regime be around to receive?"🤔

From https://t.me/pravdaGerashchenko_en

#Iran has signed a secret €500 million arms deal with #Russia for the delivery of 500 man-portable #Verba launch units and 2,500 9M336 missiles to rebuild its air defence network, which was significantly weakened during last year’s war with #Israel, the #Financial_Times reports.

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