#Compartilhando #LibertandoDosJardinsMurados #Calendário
Com autorização da autora, Profa. Zelinda Barros, compartilho esse lindo calendário negro de 2026 (originalmente publicado no Linkedisney).
O Calendário Negro 2026 afirma que não há futuro sustentável sem reconhecermos que pessoas e comunidades negras, em África e na diáspora, sempre estiveram na linha de frente da defesa da terra, da água, das florestas, do clima e da dignidade dos povos. Num mundo marcado por desigualdades, este Calendário Negro celebra aqueles cuja existência e ação organizada expandem o horizonte do que significa cuidar do planeta e valorizar a vida em sua diversidade e plenitude.A cada mês, personalidades e coletivos serão homenageados por seu compromisso ambiental, seja na forma clássica do ativismo ecológico ou nas práticas cotidianas que sustentam territórios, protegem biomas, asseguram soberania alimentar, denunciam injustiças ambientais e reinventam modos de habitar o mundo. O ambientalismo negro não nasceu como modismo, mas como modo de vida.
Ao destacar cientistas, agricultores, educadoras, intelectuais, líderes quilombolas, artistas, movimentos comunitários e ativistas climáticos, o Calendário Negro 2026 reitera uma perspectiva fundamental: defender o meio ambiente é, para as populações negras, defender a vida contra múltiplas formas de violência (racista, territorial, climática, econômica e simbólica).
Sobre o Calendário Negro
A professora Zelinda Barros teve a ideia de criar um Calendário Negro para as redes sociais em 2015, inspirada nos calendários produzidos por ativistas e organizações do movimento social negro, como:
- ALMEIDA, Acácio S.; REGINALDO, Lucilene (Org.). Agenda Afro-brasileira, 1997
GRUPO DE REFLEXÃO SOBRE A VIDA RELIGIOSA, NEGRA E INDÍGENA – GRENI. Calendário Beleza Negra. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
- CONSELHO DE PARTICIPAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE NEGRA DE SÃO PAULO. Memória Afro-brasileira. Calendário 2002.

