#livros #leituras
O meu comentário sobre a #Ernestina:
Encheu-me o coração a forma como o autor contou a história dos seus antepassados mais próximos e os seus primeiros anos de vida, mesmo que difíceis. Mas também despertou em mim memórias do meu passado e da classe mais pobre de onde vim. Os bons momentos infelizmente também vieram acompanhados de maus momentos que nem sempre gosto de recordar.
No entanto como comentário final para a Ernestina queria dizer: “Afinal havia outra!”
Gostei de ler esta entrevista da Joana Emídio Marques a J. Rentes de Carvalho. É de Março de 2016 mas, para quem acabou #Ernestina ontem à noite e nele ficou a matutar, parece acabada de apregoar pelo chamado do ardina.
https://observador.pt/especiais/rentes-carvalho-um-pais-medricas-gente-subserviente/
A introdução da última Ernestina oferece à obra uma tonalidade algo edipiana, sobretudo quando o pai é continuamente descrito de forma pouco abonatória.
As personagens parecem unidimensionais, existem para dar sentido à narrativa de José Avelino.
Apreciei a prosa e o retrato social da época.