A recém-descoberta cidade desértica no Peru que está reescrevendo a história das Américas

"Em julho de 2025, a arqueóloga peruana Ruth Shady descobriu Peñico, uma cidade de 3,8 mil anos, construída pela antiga civilização caral.

O sítio recém-escavado contém 18 estruturas, que incluem templos cerimoniais e compostos residenciais.

E, o mais importante, a descoberta fornece novas evidências de que o povo caral se adaptou a um desastre climático sem recorrer à guerra. Sua estratégia de sobrevivência parece tão extraordinária hoje quanto deve ter sido milênios atrás.

"Peñico dá continuidade à visão da vida sem conflitos da civilização caral", afirma Shady. Ela lidera as pesquisas no vale há três décadas."

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https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0ezqr047rno

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Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia

Pesquisas revelam ocupação humana há 12 mil anos mostram que diversidade e manejo sustentável garantiram garantiram populações densas na Amazônia.

Estudos arqueológicos realizados na região de Monte Alegre, no noroeste do Pará, estão reformulando a compreensão sobre a presença humana na #Amazônia. Evidências acumuladas nas últimas décadas indicam que grandes populações floresceram na #floresta por milênios, desenvolvendo cultura complexa, redes de troca e tecnologia, sem destruir o ambiente ao redor.

A história dessas descobertas remonta a agosto de 1849, quando o naturalista inglês Alfred Russel Wallace, coautor da teoria da evolução com Charles Darwin, percorreu o Baixo Amazonas. À margem esquerda do rio, encontrou uma paisagem incomum, com campos de cerrado, várzeas e serras recortadas por cavernas, contrastando com a floresta densa predominante.

Ao escalar a serra do Ererê, Wallace chegou à Pedra do Pilão, onde observou grandes círculos concêntricos e figuras complexas pintadas na rocha. O registro foi publicado em 1853 no livro Viagens pelos Rios Amazonas e Negro, despertando interesse científico que atravessaria gerações.

Mais de um século depois, em 1995, a arqueóloga norte-americana Anna Roosevelt iniciou escavações na caverna Pedra Pintada, na serra do #Paituna. A datação por radiocarbono indicou que as pinturas tinham 11,2 mil anos, colocando Monte Alegre entre os sítios mais antigos das Américas.

Apesar da relevância, o estudo inicial não diferenciou estilos e fases das pinturas, sugerindo uma única ocupação. A partir de 2012, uma equipe coordenada por Edithe Pereira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, passou a contextualizar os vestígios, relacionando arte rupestre e cerâmica.

Em 2014, novas escavações revelaram pigmentos e instrumentos que indicam atividade artística há cerca de 12 mil anos. A análise comparativa mostrou semelhanças entre figuras rupestres e cerâmicas produzidas por povos ceramistas por volta de 1.000 a.C., evidenciando ocupação quase contínua até a chegada dos europeus.

Continue a leitura aqui: https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html

#PedraDoPilao #Amazonia #arqueologia #archeologique #americadosul #southamerica #brazil #ancient #brazil #bresil #brasilien #rocks #archaeologicalsites #historia #historiaecultura
Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia

Pesquisas revelam ocupação humana há 12 mil anos mostram que diversidade e manejo sustentável garantiram garantiram populações densas na Amazônia.

Estudos arqueológicos realizados na região de Monte Alegre, no noroeste do Pará, estão reformulando a compreensão sobre a presença humana na #Amazônia. Evidências acumuladas nas últimas décadas indicam que grandes populações floresceram na #floresta por milênios, desenvolvendo cultura complexa, redes de troca e tecnologia, sem destruir o ambiente ao redor.

A história dessas descobertas remonta a agosto de 1849, quando o naturalista inglês Alfred Russel Wallace, coautor da teoria da evolução com Charles Darwin, percorreu o Baixo Amazonas. À margem esquerda do rio, encontrou uma paisagem incomum, com campos de cerrado, várzeas e serras recortadas por cavernas, contrastando com a floresta densa predominante.

Ao escalar a serra do Ererê, Wallace chegou à Pedra do Pilão, onde observou grandes círculos concêntricos e figuras complexas pintadas na rocha. O registro foi publicado em 1853 no livro Viagens pelos Rios Amazonas e Negro, despertando interesse científico que atravessaria gerações.

Mais de um século depois, em 1995, a arqueóloga norte-americana Anna Roosevelt iniciou escavações na caverna Pedra Pintada, na serra do #Paituna. A datação por radiocarbono indicou que as pinturas tinham 11,2 mil anos, colocando Monte Alegre entre os sítios mais antigos das Américas.

Apesar da relevância, o estudo inicial não diferenciou estilos e fases das pinturas, sugerindo uma única ocupação. A partir de 2012, uma equipe coordenada por Edithe Pereira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, passou a contextualizar os vestígios, relacionando arte rupestre e cerâmica.

Em 2014, novas escavações revelaram pigmentos e instrumentos que indicam atividade artística há cerca de 12 mil anos. A análise comparativa mostrou semelhanças entre figuras rupestres e cerâmicas produzidas por povos ceramistas por volta de 1.000 a.C., evidenciando ocupação quase contínua até a chegada dos europeus.

Continue a leitura aqui: https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html?utm_source=pixelfed&utm_medium=activitypub

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‘Caçam as pessoas nas esquinas’: Argentina cria repressão como método de governo, enquanto Milei tenta aprovar sua reforma trabalhista

https://fed.brid.gy/r/https://www.brasildefato.com.br/2026/02/12/cacam-as-pessoas-nas-esquinas-argentina-cria-repressao-como-metodo-de-governo-enquanto-milei-tenta-aprovar-sua-reforma-trabalhista/

Especial - Operação Condor e ingerência imperialista na América do Sul by Ontocast

Nesse episódio, Gabriel Carvalho recebe Osvaldo Coggiola, historiador argentino e testemunha viva da ditadura militar em seu país, para falar sobre as ditaduras militares na América Latina, seus antecedentes históricos, as razões do seu desmantelamento e as suas consequências para a política contemporânea nesses países.

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França vai proibir importação de frutas do Mercosul com agrotóxicos proibidos

https://fed.brid.gy/r/https://iclnoticias.com.br/economia/franca-proibir-frutas-agrotoxicos/

A antiga cidade de Peñico hoje em dia, Peru.

Localizada a apenas 12 quilômetros da Cidade Sagrada de Caral-Supe, no atual Peru, Peñico floresceu entre 1800 a.C. e 1500 a.C. — aproximadamente na mesma época da Dinastia Shang na China e do Império Médio no Egito Antigo. A descoberta da cidade antiga, anunciada no início deste mês, foi o resultado de oito anos de pesquisa liderada pela arqueóloga Ruth Shady.

Durante séculos, acreditou-se erroneamente que as civilizações pré-colombianas eram imutáveis, pequenas, nômades e culturalmente atrasadas. No entanto, descobertas arqueológicas modernas demonstram a existência de sociedades complexas com sistemas agrícolas e arquitetônicos avançados, bem como amplo conhecimento de ecologia, astronomia e matemática antes da chegada dos europeus ao continente. Peñico é um testemunho dessa sofisticação.

A localização estratégica da cidade, a 600 metros acima do nível do mar, em um terraço geológico perto do rio Supe e cercada por montanhas, não foi uma coincidência. Os arquitetos do local, herdeiros das tradições de Caral, construíram-no ali para enfatizar o tamanho monumental de suas estruturas, proteger-se de inundações e deslizamentos de terra e, principalmente, fomentar o comércio. Isso permitiu que Peñico funcionasse como um ponto vital de conexão entre a costa peruana e as terras altas, unindo as culturas pré-incas.

A localização estratégica da cidade em um terraço geológico próximo ao rio Supe e cercada por montanhas, não foi uma coincidência. Os arquitetos do local, herdeiros das tradições de Caral, construíram-no ali para enfatizar o tamanho monumental de suas estruturas, proteger-se de inundações e deslizamentos de terra e, principalmente, fomentar o comércio. Isso permitiu que Peñico funcionasse como um ponto vital de conexão entre a costa peruana e as terras altas, unindo culturas pré-incas, bem como comunidades dos territórios andino-amazônicos e das zonas andinas altas da região.

Fonte: https://archive.is/Cdf9G
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