
Levantamentos de organismos bioluminescentes geram propostas turísticas
Desde 2007, o biólogo Danilo Trabuco do Amaral participa de expedições noturnas em regiões de mata fechada do estado de São Paulo e de outros locais do país procurando por espécies de vagalumes. Um dos lugares que mais impressionaram o pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi a Estação Ecológica de Jureia-Itatins (EEJI), um dos trechos mais bem preservados de Mata Atlântica, com 844 quilômetros quadrados (km²) de extensão, em Peruíbe, no litoral sul paulista. Ali, Amaral chegou a avistar em uma única noite até 15 vagalumes por metro de trilha. “Eles trombam e pousam em você, de tantos…

Exposição no Instituto Butantan revela as muitas caatingas
Ao percorrer o Museu Biológico do Instituto Butantan, na capital paulista, de repente a luz muda e fica mais quente: o visitante chegou à Caatinga. Os tons terrosos em vermelho e amarelo das paredes – que deixam de ser a sucessão de terrários com serpentes, lagartos e outros animais que compõem o acervo permanente – remetem ao único bioma exclusivamente brasileiro, que ocupa mais de 10% do território nacional. “É o menos conhecido dos biomas”, lamenta a bióloga Erika Hingst-Zaher, diretora do museu. De forma coerente com a marca registrada do instituto, o visitante ainda vê cobras e lagartos vivos,…

Felinos do Himalaia com dietas distintas
Como os grandes carnívoros no Himalaia Central, no Nepal, convivem no mesmo espaço sem se atacarem quando saem à noite para caçar? Alimentando-se de presas diferentes, descobriram biólogos da China, dos Estados Unidos, do próprio Nepal e de Hong Kong. Imagens de 20 armadilhas fotográficas e a análise de DNA de fezes indicaram que os leopardos-das-neves (Panthera uncia) caçavam principalmente cervos e cabras selvagens; os leopardos (Panthera pardus) consumiam roedores e aves próximas a habitações humanas; os lobos-do-himalaia (Canis lupus chanco) tinham uma dieta mista, combinando presas selvagens e domésticas. As diferenças refletem estratégias de coexistência diversificadas, moldadas pela disponibilidade…

Povo de sambaqui caçava baleias
Por volta de 5 mil anos atrás, comunidades indígenas caçavam baleias no litoral sul brasileiro, de acordo com artigo publicado em janeiro na revista científica Nature Communications por arqueólogos da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), na Espanha, e do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ). Os pesquisadores analisaram centenas de ossos de cetáceos e de ferramentas feitas de ossos encontradas em sambaquis da baía Babitonga, em Santa Catarina, já conhecidos desde os anos 1960, mas que ainda não tinham sido estudados de forma sistemática. “De modo geral, a área da análise tipológica e tecnológica de objetos ósseos permanece pouco…