O PGD (Programa de Gestão de Desenvolvimento), ao substituir o controle de frequência pela gestão por resultados, abre a possibilidade de reorganizar o trabalho no serviço público em bases mais autônomas e significativas. No entanto, sem uma mediação institucional adequada — que inclua definição qualificada de entregas, atuação efetiva das chefias, garantia de isonomia e mecanismos de escuta ativa — o programa tende a reproduzir as formas contemporâneas de intensificação, individualização e precarização do trabalho, já amplamente descritas pela literatura crítica.



