Equiparação de misoginia ao crime de racismo pode render pena de até 5 anos; projeto aprovado pelo Senado vai à Câmara
Equiparação de misoginia ao crime de racismo pode render pena de até 5 anos; projeto aprovado pelo Senado vai à Câmara
The Brazilian Federal Senate approved a bill making misogyny—defined as hatred or aversion to women—a crime, equating it to racism (a CRIME in Brazil). This law targets actions involving violence, discrimination, or promotion of misogyny, carrying penalties of two to five years in prison, with crimes being non-bailable.
#misogyny #manosphere #feminism #ToxicMasculinity #femicide #feminicide #Brazil #misoginia #WomensRights #brasileiras #ViolenceAgainstWomen
Senado aprova criminalização da misoginia e envia projeto à Câmara
https://fed.brid.gy/r/https://iclnoticias.com.br/senado-aprova-criminalizacao-da-misoginia/
Azcón reduce a las mujeres a su físico y desata indignación por sus comentarios machistas sobre Alegría y Montero
O “homem cancelado” como identidade política
Pesquisas identificam vertiginoso crescimento da machosfera brasileira. Reativos, não se deixam intimidar por acusação de misoginia. Convertem-na em “perseguição” e estabelecem novas redes de solidariedade. Fenômeno não se limita à extrema direitahttps://outraspalavras.net/feminismos/o-homem-cancelado-como-identidade-politica/

Pesquisas identificam vertiginoso crescimento da machosfera brasileira. Reativos, não se deixam intimidar por acusação de misoginia. Convertem-na em “perseguição” e estabelecem novas redes de solidariedade. Fenômeno não se limita à extrema direita
Ódio, big techs e extrema-direita: como opera engrenagem da misoginia
https://fed.brid.gy/r/https://iclnoticias.com.br/odio-big-techs-e-extrema-direita/
Violência contra mulheres: eu devia agir
O vídeo mostra um casal na rua, a mulher esbarra propositalmente em alguém que passa para que a pessoa olhe para trás e veja que ela está fechando o punho sobre o polegar. É um conhecido sinal de “socorro, estou em perigo”. Termino o vídeo chorando. Sempre termino esse tipo de vídeo chorando e sempre lamentando que, pelo menos nos vídeos jogados nas mídias sociais, raramente homens atendem o chamado.
Dessa vez eu parei para pensar: “E eu? Quantas vezes intercedi em um caso de violência contra mulher?”.
É pouco comum acontecer na minha frente, mas me envergonho de, na maioria das vezes, alguma mulher interceder antes de mim. Por quê? O quê me impede?
Minha mente, querendo escapar do autojulgamento, se justifica soprando no meu ouvido que a violência escala muito rápido quando um homem enfrenta outro homem, mas isso não é justificativa. Eu já puxei conversa com uma senhora que era assediada por um possível assaltante e desci de ônibus porque achei que uma mulher estava sendo assediada por um homem (demorei para lembrar desse caso porque foi há uns 20 anos).
Aqui tenho que fazer uma pausa na escrita para mergulhar nos meus sentimentos e pensamentos mais profundos em busca de respostas para entender por que não tenho agido…
É bem difícil lembrar de situações em que testemunhei assédio ou violência contra mulheres… O que me faz perguntar se sou eu que não noto… Aos poucos vou lembrando de uma menina, quase criança, assediada em um réveillon na praia em que fiquei de olho, mas ela logo se desvencilhou sozinha; de uma outra vez que, junto com a minha esposa na época, ajudamos uma moça que estava saindo da praia com insolação (isso é importante para as minhas reflexões); de três ou quatro ocasiões em que a minha esposa ou amigos agiram antes de mim; de quando me levantei online em defesa de uma amiga sendo assediada por um troll (online mal conta, né? mas vai servir para as reflexões); da vez que, ainda adolescente, os amigos pediram para levar uma das meninas para fora da boate e só entendi por que quando um cara passou por mim dando cotoveladas atrás de briga (sou impedido eticamente a me envolver em brigas evitáveis pq tenho treinamento marcial)…
“É bem difícil lembrar de situações em que testemunhei violência contra mulheres”… Me parece que a primeira coisa que tenho que fazer é estar mais atento. Com certeza estou deixando de perceber muitos casos! Ah! Lembrei agora de, muitas vezes, me colocar entre um homem e uma mulher no metrô cheio por notar que ele a estava pressionando e ter mantido a maior distância possível dela, umas pequenas coisas assim. Mas, é pouco.
A segunda coisa a fazer é me informar sobre como agir, e aqui me lembro de quando ajudei a moça com insolação: a abordagem por um homem, me parece, é sempre tensa para as mulheres. Na ocasião eu estava acompanhado por uma mulher e, ainda assim, tomamos o cuidado deixá-la apenas na portaria (aliás, uma medida de segurança para nós também).
Preparação é necessária para tudo. Na hora que testemunhamos uma violência temos que saber como agir porque podemos ter apenas segundos para interceder. Se demorar um minuto para agir a mulher pode já ter sido levada para longe.
Vale lembrar que omissão de auxílio também pode ter consequências legais. É mais um motivo para agir:
Omissão de socorro: Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública (Art. 135).
Como agir na rua
Vou acrescentar umas ideias que tive já que não achei nenhum guia prático.
Como agir no ambiente familiar
Reconheça o ciclo da violência:
Sinais de relacionamento abusivo:
Como ajudar:
Links
Imagem
Foto de Luke Shaffer na Unsplash
#apatia #feminismo #misoginia #violênciaContraAMulherWikifavelas: As sementes de Marielle Franco
Há oito anos, brutal execução da então vereadora expôs um Brasil misógino e racista. Em resposta, projeto de sociedade que ela representava inspirou novas lideranças negras e periféricas. Justiça do caso dá força a sua memória, que tornou-se símbolo de um outro mundo possívelhttps://outraspalavras.net/feminismos/wikifavelas-as-sementes-de-marielle-franco/