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No entanto, observará Wilden, os conceitos e metas de “produtividade” e “eficiência” próprios do capitalismo, buscam, não raro, suprimir muitas formas necessárias de redundância, ao tentarem controlar “desperdícios” e “ineficiências”. O agronegócio, por exemplo, substituindo a diversidade natural pela monocultura, acaba demandando crescentes gastos com
meios artificiais de controle de pragas ou de fertilização do solo, na medida em que
elimina os sistemas biológicos ou geológicos que se “protegem” mutuamente.

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A informação emerge de alguma ação de diferenciação e distinção na variedade, ação esta efetuada por meio dos códigos (sintáticos, semânticos, pragmáticos) dominados ou operados pelo sujeito. Para a organização e identificação dos códigos, a redundância terá papel determinante: consiste em sinais ou eventos codificados que aparentam exceder aos exatamente necessários à transmissão ou à percepção da mensagem. No entanto, tal aparente desperdício (de matéria-energia) é necessário para a segurança da mensagem, para garantir que ela não seja percebida de modo equivocado ou ambíguo.

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"Necessariamente, a variedade é sustentada por, ou impressa sobre, uma base (ou indicador) energético-material; por outras palavras, a variedade depende de suportes materiais e veículos de energia e é, por isso, ora energia, ora informação: qual dos dois aspectos será eventualmente dominante dependerá do contexto (WILDEN, 2001, p. 14)."

Portanto não haverá informação desprovida de seu suporte material; não haverá informação “imaterial”.

Marcos Dantas
Dialética da informação: uma leitura epistemológica no pensamento de Vieira Pinto e Anthony Wilden (II)

http://dx.doi.org/10.18617/liinc.v12i1.892

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Dialética da informação: uma leitura epistemológica no pensamento de Vieira Pinto e Anthony Wilden (II) | Liinc em Revista

Não é possível pensar o capitalismo contemporâneo sem colocar no centro da investigação e do debate o problema da informação. Em que pese esse problema já frequente, há muito tempo, a investigação e o debate de teóricos e políticos liberais – a exemplo de Kenneth Arrow1, Daniel Bell2, Manuel Castells3, Joseph Stiglitz4 etc. – ele ainda não foi percebido em toda a sua dimensão pelos teóricos e políticos de esquerda ou alinhados ao pensamento de Karl Marx. No entanto, também no campo marxista é possível citar autores que, desde o século passado, nos remetem à questão, a exemplo de Radovan Richta5, Theotônio dos Santos6, Jean Lojkine7, Herbert Schiller8, além deste aqui que escreve estas linhas na forma de “teses”.

Mauricio Grabois https://grabois.org.br/2025/07/25/capital-informacao-poder-e-desigualdade-no-capitalismo-digital-em-25-teses/

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Capital-informação: poder e desigualdade no capitalismo digital em 25 teses - Mauricio Grabois

Marcos Dantas explica como o capitalismo se reorganizou na era digital, mercantilizando informação e criando novos mecanismos de dominação.

Mauricio Grabois