Após saída de gestor investigado pela PF, cobranças por periferia abandonada sobram para Pedro DaLua

Veículos de comunicação que omitiam a precariedade dos alagados durante a gestão anterior agora cobram soluções imediatas do prefeito interino, tentando blindar o pré-candidato ao governo de investigações da Polícia Federal

20 de maio de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor – Contato: 96.98106.1147 – E-mail: [email protected]

Em uma reviravolta que expõe as engrenagens da política e da comunicação na capital amapaense, veículos de imprensa locais começaram a exibir uma enxurrada de reportagens denunciando a precariedade dos bairros periféricos de Macapá, atribuindo a crise ao prefeito interino Pedro DaLua (União), que assumiu o cargo há pouco mais de 70 dias. A súbita preocupação midiática com os alagados e as áreas de ressaca ocorre logo após a renúncia do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD), em março de 2026, para disputar o Governo do Estado, em meio a um rastro de investigações federais e anos de forte investimento em publicidade oficial. O fenômeno escancara como o aparato de comunicação, que silenciou durante os cinco anos e meio da gestão passada diante do abandono do subúrbio, agora é mobilizado para blindar o legado do antigo aliado e transferir o passivo de problemas estruturais crônicos para o atual ocupante do Palácio Laurindo Banha.

Durante mais de meia década, a receita adotada pela gestão de Antônio Furlan priorizou o cartão-postal em detrimento do saneamento básico. O foco quase exclusivo na revitalização do centro da cidade, na construção de praças ornamentadas e na decoração exuberante de pontos turísticos garantiu ao ex-prefeito altos índices de aprovação e uma blindagem midiática praticamente intransponível. Enquanto os cofres municipais financiavam uma narrativa de cidade perfeita nos principais telejornais e programas de rádio da capital, a realidade nas passarelas de madeira e nas áreas periféricas era de absoluto isolamento. “Nenhum apresentador de programa sensacionalista pisava aqui para mostrar nossa passarela caindo ou o esgoto correndo a céu aberto quando o antigo prefeito mandava na cidade”, desabafa a dona de casa Maria do Socorro Santos, moradora de uma área de ressaca no bairro Congós, evidenciando o contraste entre a propaganda e o cotidiano.

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A calmaria política desmoronou com o avanço de investigações da Polícia Federal (PF) sobre supostos desvios de recursos públicos, tendo como epicentro o Hospital Geral Municipal, obra que era apresentada como a joia da coroa da administração. O desgaste culminou no afastamento temporário determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na posterior renúncia definitiva de Furlan, que antecipou sua saída para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Setentrião. Com a vacância, o então presidente da Câmara de Vereadores, Pedro DaLua, assumiu a liderança do Executivo municipal com a missão de administrar um município financeiramente asfixiado e estruturalmente dividido.

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Ao assumir a cadeira, DaLua herdou um passivo complexo de problemas represados, que vão desde contratos emergenciais de lixo com sérias pendências até a paralisação de obras fundamentais nas regiões mais vulneráveis. Contudo, em vez do esperado período de trégua institucional para o diagnóstico da máquina pública, o prefeito interino passou a enfrentar uma agressiva ofensiva dos mesmos veículos que antes orbitavam no entorno financeiro de Furlan. Problemas históricos de drenagem e pavimentação, acumulados ao longo de 66 meses de omissão nas periferias, passaram a ser tratados pela crônica local como negligências exclusivas dos primeiros 70 dias da nova administração.

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Essa dinâmica reflete um movimento clássico de transição de poder, no qual grupos políticos utilizam seus braços midiáticos para moldar a opinião pública e pavimentar o caminho eleitoral. Ao focar excessivamente nas demandas urgentes do subúrbio e culpar o governo interino, a imprensa que apoiava e ainda apoia Furlan tenta criar uma cortina de fumaça sobre a origem real do abandono social de Macapá. Especialistas em comunicação pública apontam que a estratégia visa desvincular a imagem do pré-candidato ao governo das investigações criminais e do deficit de infraestrutura deixado nas periferias, fixando no imaginário popular a ideia de que a cidade piorou apenas após a sua saída. Enquanto o embate político se acirra nos estúdios e nos bastidores partidários, a população das pontes e dos alagados segue aguardando que o debate se converta em serviços essenciais e dignidade urbana.

#abandono #bairros #dalua #furlan #imprensa #prefeitura

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Maia (Guarulhos) (pt)
Maia (Guarulhos) (en)

* Maia é um bairro pertencente ao município de Guarulhos, na Grande São Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maia_%28Guarulhos%29
* (en-auto) Maia is a neighborhood belonging to the municipality of Guarulhos, in Greater São Paulo

#Bairros

Maia (Guarulhos) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre – FLISoL 2025 acontece no dia 26 de Abril

América Latina, sábado, 26 de abril às 06:00 BRT

O Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL) é o maior evento da América Latina de divulgação de Software Livre. Ele é realizado desde o ano de 2005, e desde 2008 sua realização acontece no 4°. sábado de abril de cada ano.Seu principal objetivo é promover o uso de Software Livre, mostrando ao público em geral sua filosofia, abrangência, avanços e desenvolvimento.Para alcançar estes objetivos, diversas comunidades locais de Software Livre (em cada país/cidade/localidade), organizam simultaneamente eventos em que se instala, de maneira gratuita e totalmente legal, Software Livre nos computadores dos participantes. Além disso, paralelamente acontecem palestras, apresentações e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latino-americanos sobre Software Livre, em toda a sua expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.O FLISOL Brasil 2025 acontece no dia 26 de Abril em diversas cidades, verifique o horário da sua cidade na listagem abaixo!https://flisol.info/FLISOL2025/Brasil

https://eventos.softwarelivre.tec.br/event/festival-latino-americano-de-instalacao-de-software-livre-flisol-2025-acontece-no-dia-26-de-abril-1

FLISOL2025/Brasil - FLISOL

[💥 NOVO ARTIGO | PUBLICADO EM 24/10 💥] "Como manifestado no artigo sobre falsos #bairros #ecológicos horizontais de uso predominante ou exclusivamente residencial, a ideia de #greenwashing, para além do #ambientalismo de butique de alguns #endinheirados, é lugar-comum no #mercado imobiliário há bastante tempo. O mercado não titubeia e, todo e qualquer milímetro de área verde que puder ser transformado num atributo para alavancar vendas, será transformado. A novidade aqui é a incorporação de um discurso que flerta com as ideias de Carlos Moreno. Estaríamos diante de um exemplo de timewashing?" | 🔗 Leia o artigo completo em https://www.commu.site/blog/2024/10/24/arqos_distritq_nova_suburbada_oeste/
Arqos promete “cidade de 15 minutos” nas franjas do Tamboré. Viva a descentralização?

Na região metropolitana, áreas “não abraçáveis” continuam sendo objeto de substancial transformação. Somando-se à proposta da Itahyê, empreendimento DISTRITQ fará parte do desmatamento de área comparável a três vezes o Parque Ibirapuera. Quando a discussão em torno do mercado imobiliário é rasa e irresponsável, só resta dizer: “o aviso foi dado, mas podia ter sido pior”. Trágico, mas se tudo correr bem, teremos mais uma pequena centralidade com cafés e restaurantes e alguns apartamentos entre Santana de Parnaíba e Cajamar, provavelmente atendida por algumas linhas intermunicipais de ônibus e fortemente indutora do uso do carro

COMMU - Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana
[💥 NOVO! 💥] Seu "ecobairro", nossa humilhação. Uma paisagem que tritura a maioria | "De olho no preocupante fenômeno de associações de moradores, organizações não governamentais e indivíduos supervalorizarem a escala local, no que parece um possível efeito do fenômeno descrito por Mike Davis e citado por David Harvey com relação ao mercado imobiliário estadunidense, ou seja, um comportamento exacerbador do direito de propriedade que resulta num 'microfascismo de vizinhança', passei a olhar mais cuidadosamente para a urbanização difusa sem abandonar um olhar voltado à classe social e, sobretudo, à concentração de renda". | 🏷️ Etiquetas: #suburbios #periferias #fascismo #propriedadeprivada #imoveis #bairros #altodepinheiros #jardins #saopaulo #mikedavis | 🔗 Link: https://www.commu.site/blog/2024/10/03/seu_ecobairro_nossa_humilhacao/
Seu “ecobairro”, nossa humilhação. Uma paisagem que tritura a maioria

A preservação de bairros ajardinados precisa ser objeto de constante questionamento, para tanto, é fundamental olhar para cidade para além de um punhado de quadras. Entenda

COMMU - Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana