Crioula Festival promove encontro da música e tambor de crioula em São Luís

Dias 13 e 14 de dezembro de 2024, São Luís vai respirar música e tambor de crioula com a realização do Crioula Festival. Esta será a segunda edição do festival, que teve estreia em fevereiro de 2023, e que, agora, vai ocorrer no mesmo local onde o consagrou, na Casa Barrica, situada no berço cultural da cidade, o bairro da Madre Deus.

Crioula Festival é uma realização da Interart Produção Criativa, Ministério da Cultura/Governo Federal, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A programação é totalmente gratuita, e envolve oficinas, cortejo, shows e rodas de tambor de crioula, com mais de 20 grupos na programação. Uma oportunidade onde público e artistas podem exaltar as raízes dessa genuína expressão folclórica maranhense, patrimônio imaterial brasileiro.

Além de um festival folclórico musical, o Crioula Festival é uma verdadeira celebração do encontro das tradições da cultura popular e da contemporaneidade da música, formando um riquíssimo universo de sonoridades, numa experiência única.

No palco, Flávia Bittencourt, Tião Carvalho, Rosa Reis, Adriana Bosaipo, Vinaa e Paulinho Akomabu acompanhados por uma banda regida pelo Maestro Zé Américo Bastos farão o espetáculo nos dois dias do evento, juntos aos grupos de tambor de crioula. A programação vai sempre das 19h30 até 23h30.

Jesiel Bives (teclados), Edinho Bastos (guitarras), Carlos Raketh (contrabaixo), Marquinhos Carcará e Darklywson (percussões), Ronald (bateria), Daniel Cavalcanti, Daniel Miranda e Ricardo Mendes no naipe de metais, Fernanda e Sara (vocais), forma a banda sob a regência de Zé Américo Bastos.

Maranhense, radicado no Rio de Janeiro, Zé Américo Bastos está presente na história da produção fonográfica brasileira, como grande arranjador e diretor musical na discografia de vários artistas consagrados como Elba Ramalho, Alcione, Fagner e Dominguinhos. Produziu as principais coletâneas (LPs) de artistas do Maranhão nos anos 90; e álbuns de Gerude, César Nascimento, Jorge Thadeu, Josias Sobrinho, entre outros. É idealizador do Crioula Festival e assina a direção musical e arranjos. A saber, o maestro Zé Américo Bastos compôs a música-tema, exclusiva, do Crioula Festival.

O Crioula Festival, para mim, é o momento em que a raiz da cultura do tambor de crioula se junta com a música popular. É o momento em que, nós, que fazemos música popular, prestamos conta para os mestres do tambor do que eles nos ensinaram

Maestro Zé Américo

O festival conta com a coordenação geral do cantor e produtor Emanuel Jesus e a produção executiva da jornalista Ellen Soares, que por meio da Interart Produção Criativa vem realizando projetos culturais de grande relevância para São Luís e o Maranhão.

Emanuel Jesus ressalta que “essa é a festa do tambor de crioula do Maranhão! Esse festival foi pensado de forma estratégica, onde juntamos o segmento musical com o tambor de crioula, duas fortes expressões artísticas e culturais que temos em nosso Estado. E pela segunda vez, vamos apresentar esse espetáculo para o público. Temos um potencial cultural gigantesco que o Brasil e o mundo precisam conhecer! Essa é uma iniciativa que tem a intenção de contribuir para a difusão dessa manifestação cultural poderosa, e ao mesmo tempo fomentar a cadeia produtiva da cultura”.

As oficinas de canto, dança e percussão serão ministradas pelo Mestre Tião Carvalhos e pelas coreiras Nadir Olga (Tambor de Crioula da Floresta de Mestre Apolônio) e Regina Avelar (Tambor de Crioula de Mestre Leonardo) para crianças e jovens estudantes de escolas públicas.

Programação Crioula Festival 2024

Sexta-feira, 13 de dezembro

  • Cortejo de abertura;
  • Grupos tambor de crioula;
  • Show banda Crioula Festival com Rosa Reis, Adriana Bosaipo, Vinaa, Paulinho Akomabu, Flávia Bittencourt e Tião Carvalho;
  • Grupos tambor de crioula.

Sábado, 14 de dezembro

  • Grupos tambor de crioula;
  • Show banda Crioula Festival com Rosa Reis, Adriana Bosaipo, Vinaa, Paulinho Akomabu, Flávia Bittencourt e Tião Carvalho;
  • Grupos tambor de crioula.

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Rosa Reis apresenta ‘Ébano’, espetáculo de música e resistência para celebrar Consciência Negra

A cantora Rosa Reis, com 35 anos de carreira dedicada à valorização da cultura maranhense e afro-brasileira, apresenta o show Ébano no dia 29 de novembro – sexta-feira -, às 20h, no Reviver Hostel – rua de Nazaré, nº 200 – Centro -, em São Luís. Criado para o mês da Consciência Negra, o espetáculo promete emocionar ao trazer canções que exaltam a beleza, a luta e a importância dos compositores negros na história musical do Brasil.

Rosa Reis, conhecida por sua energia no palco e performances que mesclam canto, dança e tradição, apresenta um repertório de grandes nomes como João do Vale, Chico César, Gilberto Gil e Martinho da Vila, além de composições próprias.

Rosa Reis, conhecida por sua energia e performances, apresenta Ébano (Foto: Aretha Ramos, cortesia)

O show conta também com as participações especiais de Camila Reis, Andrea Frazão e DJ Pedro Sobrinho.

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Prestes a completar 40 anos de atividade, o Cacuriá de Dona Teté anunciou, nesta quinta-feira, 13 de junho, no Casarão Laborarte, uma mudança de marca: agora, o grupo se chama Balaio de Rosas.

Grupo Laborarte anuncia ações de homenagens para centenário de Dona Teté

Com composições ousadas e danças sensuais, o grupo foi criado em 1986 – com ajuda do Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte) -, por Almerice da Silva Santos, a Dona Teté – quando já tinha mais de 50 anos de idade -, popularizando, ao longo das temporadas juninas, o cacuriá, com raízes no tambor de crioula e no toque de caixa do Divino Espírito Santo. O sucesso do Cacuriá de Dona Teté rendeu a ela o título honorável de dama da cultura popular maranhense.

Dona Teté morreu em dezembro de 2011, mas o grupo manteve o legado de sua criadora.

“Temos uma trajetória de décadas promovendo e preservando essa manifestação cultural tão rica e importante para nossa São Luís, e para todo o Maranhão. (…) O inesquecível nome Cacuriá de Dona Teté entra para a história como símbolo cultural do Estado do Maranhão. (…) Com as bênçãos de Lera, do Jabuti, do Jacaré Poiô e do Mestre Quirino, anunciamos com muita alegria o Cacuriá Balaio de Rosas, mantendo a dinâmica, as brincadeiras, as trocas, as músicas, a mesma dança, porém reelaborado com um novo nome e identidade visual, dando protagonismo para as personagens envolvidas que se dedicam, diariamente, ao nosso grupo”

Rosa Reis

A cantora, compositora, caixeira do Divino e cacuriá e dançadeira de tambor de crioula Rosa Reis é uma das responsáveis por manter a tradição, e destacou, durante o lançamento da marca, a importância da liderança feminina já no Cacuriá de Dona Teté e, agora, no Balaio de Rosas; e explicou a origem do novo nome.

Cantora, compositora, caixeira do Divino e cacuriá e dançadeira de tambor de crioula Rosa Reis é uma das responsáveis por manter o legado e a tradição do Cacuriá de Dona Teté; agora, Balaio de Rosas (Foto: Acervo pessoal)

“O novo nome não é apenas uma nova identificação. Ele carrega consigo nossa história, nossa paixão pelo cacuriá e nosso compromisso com a cultura. (…) É preciso salientar que este é um grupo de cacuriá liderado por mulheres, em todas as dimensões. Mulheres que se permitem a reinvenção, o questionamento do que é ser feminino e do que é ser feminista. O nome traz as rosas como um símbolo além da beleza. Em sua diversidade de cor e em seu grande número de pétalas, representam a diversidade presente no grupo em gêneros, corpos, raças e sexualidade. As rosas também trazem os espinhos, que servem como símbolos das nossas lutas em sociedade. O Balaio traz o sentido de apreço à cultura popular e significa a arte feita a tantas mãos”, disse.

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Elaboração de um Projeto de Lei para instituir 27 de junho como Dia do Cacuriá e produção de documentário com história de vida de Dona Teté estão entre homenagens.

Blog do Maurício Araya