Encontro estadual de mães católicas debate papel social e apoio familiar em todo Amapá

Durante o evento católico em Macapá, o bispo diocesano Dom Antônio de Assis Ribeiro proferiu palestra voltada ao fortalecimento dos vínculos comunitários e ao papel social das mães na atualidade do Amapá

6 de junho de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor – Contato: 96.98106.1147 – E-mail: [email protected]

Dezenas de grupos católicos de diferentes municípios do Amapá participaram, no sábado (6), do 5º Encontro Estadual do Movimento Mães Que Oram Pelos Filhos, em Macapá. O evento de renovação espiritual, voltado ao fortalecimento dos vínculos familiares por meio da fé, ocorreu no auditório do Centro de Educação Profissional em Música Walkíria Lima. Organizado pela coordenação local, o encontro estendeu-se ao longo de todo o dia com uma programação que combinou formação, partilha e oração comunitária, com o objetivo de oferecer suporte emocional e espiritual a mulheres que enfrentam os desafios cotidianos na criação dos filhos.

Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo diocesano, coordena momento de oração no auditório Walkíria Lima, reforçando o compromisso do laicato com os desafios cotidianos enfrentados pelas famílias amapaenses

Para além das reflexões teológicas e das missas que pontuam o cronograma, o 5º Encontro Estadual reflete o papel social e crucial que essas mulheres exercem em suas respectivas comunidades. Em muitas realidades do interior do estado, onde o poder público falha ou demora a chegar, os grupos locais do movimento funcionam como verdadeiras redes de apoio psicológico e material para mães que lidam com a vulnerabilidade social de seus filhos, o desemprego ou o avanço da violência. O testemunho das participantes evidencia que a oração individual ganha uma dimensão coletiva de resistência e esperança, transformando a dor pessoal em combustível para a ação solidária e o engajamento comunitário permanente.

A administradora Socorro Bessa (E) e outra participante do Encontro

Toda a logística e os detalhes operacionais que envolvem as palestras e os horários das celebrações foram meticulosamente desenhados pela coordenação para garantir o acolhimento seguro de todas as caravanas. A organização do evento reforça que a engrenagem que move um encontro dessa magnitude depende do trabalho voluntário e da autogestão dos grupos paroquiais, que se mobilizaram com rifas e doações para viabilizar o deslocamento de integrantes de regiões mais distantes do Amapá. Esse esforço conjunto confere ao encontro um caráter genuinamente popular e descentralizado, celebrando a diversidade cultural do estado através de cânticos e expressões devocionais locais.
A complexidade dessa operação ganha contornos desafiadores diante da geografia da Região Norte, exigindo um planejamento estratégico que começou ainda no início do ano. Coordenadores locais mapearam as principais rotas rodoviárias e hidroviárias para garantir que os ônibus intermunicipais e as embarcações que transportavam as fiéis chegassem à capital sem contratempos. Além do transporte, a infraestrutura montada incluiu equipes de recepção e credenciamento ágeis, um setor de apoio médico para urgências e uma cozinha comunitária responsável por servir centenas de refeições ao longo da jornada.
Esse suporte operacional e humanizado foi fundamental para que as mães vindas de locais isolados pudessem focar exclusivamente nas atividades formativas e espirituais oferecidas. O sucesso dessa articulação demonstra o poder de mobilização do laicato católico amapaense, provando que a união de propósitos é capaz de superar barreiras econômicas e territoriais em nome da fé e da convivência comunitária.

Como o fluxo de participantes foi rotativo ao longo do sábado e algumas atividades tiveram limite de capacidade física, a coordenação estadual manteve canais abertos de comunicação para orientação em tempo real. Aquelas pessoas que desejassem confirmar presença nas atividades da tarde e da noite, ou que buscavam obter a programação detalhada e os horários das missas de encerramento, acessaram as atualizações e os links de inscrição disponibilizados na página oficial do Instagram do Mães que Oram pelos Filhos AP. Adicionalmente, informações complementares e contatos institucionais estiveram disponíveis na aba do Portal Nacional do movimento, assegurando que nenhuma mãe interessada ficasse de fora deste momento de comunhão.

O encerramento do encontro foi o ponto alto do dia, simbolizando não apenas o término de uma jornada de oração, mas o envio dessas mulheres de volta às suas comunidades com as energias renovadas para enfrentar o restante do ano. Em um cenário contemporâneo muitas vezes marcado pelo isolamento e pela quebra de laços comunitários, a força demonstrada pelo Movimento Mães Que Oram Pelos Filhos no Amapá resgatou a essência da solidariedade coletiva. O evento reafirmou que, por trás de cada prece proferida nos altares da capital, existe uma rede viva de afeto, coragem e compromisso social que pulsa no coração das famílias amapaenses.

#catolicismo #fé #mães #mulheres #oração #religião
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Site oficial do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, contendo informações sobre Reforma Agrária, Agroecologia e Agricultura Familiar e Camponesa.

MST
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- bsavdd
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Inaugurada na última quarta-feira (27), a Ocupação Maria Águeda é a 1ª na cidade de Guaratuba e 48ª ocupação do Movimento de Mulheres Olga Benario em todo

Jornal A Verdade
#Patriarcado em crise: “As #mulheres começam a #dizernão sistematicamente para os homens. Você vê que todos esses acontecimentos são "não quero transar com você", "não quero mais namorar com você", "não quero estar casado com você", "não quero você". E diante destes nãos vêm esses #feminicídios, de várias formas. Quando as mulheres começam a sustentar esses nãos, elas começam a ser mais #mortas.”
#morteaopatriarcado
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2026/05/28/vera-iaconelli-feminicidio-cresce-quando-mulheres-passam-a-dizer-nao.ghtm